MERCADO PÚBLICO PELOTENSE
Escolhi o Mercado porque gosto de imaginar a infinidade de situações que ele presenciou desde sua criação. Já imaginaram os comerciantes chegando de todos os lugares, com produtos os mais variados possíveis para serem lá vendidos?
Além do mais deve ter testemunhado muitas histórias, barganhas, romances, alegrias, tristezas de amor, saudade de um amor distante, sem falar numa gama de tipos, personagens, que por ali circulavam. Foram eles que contribuíram para a formação da população pelotense. Imaginem a cena? Só de pensar fico deslumbrada. E, ao mesmo tempo, percebo que sua imponência ainda influi na vida dos pelotenses e visitantes. Inclusive
na minha, pelotense de coração há quase dez anos. Não há quem nao passe, chegue e compre, no Mercado Público. Eu não só passo, como também, entro, caminho, investigo, pesquiso, olho e, quase sempre, compro e tomo um cafezinho.
Ele facilita minha vida, pois é lá que busco meu peixe, camarão, e muitas outras coisas para meu dia a dia. E, agora em reforma, está sem ânimo, cansado, mas sei que logo, logo voltará a brilhar. Seus espaços vão se encher de gente novamente: sorrisos, cumprimentos, oferecimento. Gente vendendo, outros comprando... Sem falar nas inúmeras possibilidades que se abrirão... Amizades, um cafezinho, talvez suco, não sei. Só sei que ele surge no cenário do centro pelotense, grandioso e belo, imponente, vitorioso, pois resistiu ao tempo e aos homens. Venceu e continua em pé, de braços (seriam portas???) abertos a todos que nele busquem serviços, produtos ou, simplesmente, abrigo e um banco para descansar enquanto leem o jornal ou jogam conversa fora.
Portanto, ele é o símbolo da cidade, é o coração. E, em suas artérias circulam o sangue da cidade: seus habitantes.

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